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quarta-feira, 10 de março de 2010

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INFERNO DE DANTE
09/03/2010
Palco do maior escândalo sexual na Igreja Católica, quando um monge confessou ter explorado sexualmente 100 menores, o Papa Bento XVI exasperou-se com os bispos irlandeses pelo fracasso em conter a corrida atrás das crianças. Semanas depois, um surto de pedofilia em coral dirigido durante 30 anos pelo irmão do Papa. Um sacerdote da Bavária colocou fotos de meninos sem camisa num site voltado à comunidade gay na internet. Pipocaram centenas de abusos na Igreja Católica alemã, perpetrados por religiosos e colaboradores leigos que administram e ensinam nos seus colégios e internatos. Clima de grande desconfiança por parte dos pais e dos próprios alunos em escolas de elite, inclusive da ordem jesuíta. O abade Barnabas Bögle é forçado a renunciar, acusado, como diretor do mosteiro de Ettal, por não denunciar à Ordem tendências pedófilas, sádicas e brutais no seio religioso, acobertando o homossexualismo corrente que se entrechoca violentamente com o celibato imposto. Será que não há reza suficiente para controlar o instinto? O caos entre o amor ao próximo e o amor passar pelo sexo em busca de envolvimento, qualquer que seja. O padre que tem mulher e filhos, recorrente nos bastidores da história da Igreja, choca muito menos que o padre gay, cuja audácia de pôr suas garras nos cordeiros de Deus só tem paralelo no inferno de Dante.
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“QUEM NUNCA SAIU NA MÃO COM UMA MULHER?”
09/03/2010
Até quando nossas estrelas de futebol vão ser mimadas e a elas tudo permitido, como não treinar e engordar oito quilos acima do peso no gozo de férias que não acabam nunca? A pérola de “quem nunca saiu na mão com uma mulher?” é do goleiro Bruno, em defesa de Adriano, que brigou com a mulher na favela da Chatuba, em noitada com baile funk, sobrando pedradas em carros de jogadores do Flamengo que formavam o seu séquito. A sensação de poder viver o que nunca foi possível embriaga - não são as cervejas. Faz confundir traficantes com a comunidade - é tudo boa gente. O imperador Adriano confirma a máxima de que dinheiro não traz felicidade. Seu maior adversário não é o Vasco, é ele mesmo. Só pode jogar no Brasil, pois Europa não é a sua praia. A inabilidade de lidar com o sucesso na vida o aproxima do fracasso. Ainda mais se Dunga, querendo superar outro fracasso, o da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, do qual Adriano foi coparticipante, sumariamente o cortar. Se Adriano precisa da ajuda da nação rubro-negra para se reerguer, imagine nossas criancinhas!
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O METALÚRGICO SEM DIPLOMA NÃO PARA DE DAR IDEIA
09/03/2010
Quais serão as implicações do enorme fosso que se abre entre a quase unânime reprovação de Lula pela mídia e a sua assustadora aprovação popular? Quem é o dono da opinião pública? A liberdade de expressão consagra a diversidade de opiniões, mas, por uma estranha coincidência, os principais jornais do Brasil têm a mesma opinião sobre os mais variados temas. Quando todo mundo sabe que coincidência não existe. É o retorno saudosista ao pensamento único dos anos FHC. Acusam o petismo de stalinista e de regular o ponto de vista se não estiver comprometido com as causas populares. Detestam ver Lula explorando o preconceito de classes sociais: “a sociedade achar que bandido só vive em favela - na Rocinha, Pavão-Pavãozinho e Complexo do Alemão -, enquanto bandidos chiques moram em prédio bacana na praia de Copacabana”. Descascam Lula por ele se associar aos pobres do morro como vítima do preconceito das elites. Irritam-se por ser de caso pensado e não poderem dizer que Lula não é mais operário e se tornou patrão. Patrão deles? Nunca!
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